ANGELA MARIA NO CASM

a) Como se manifestou o interesse pela participação no CASM?

No início dos anos 50 a Rádio Cacique, de São Roque, dirigida por Argeu Villaça Filho e que tinha como slogan a frase “ mais alta voz do Sul Paulista “ tinha entre seus colaboradores, o Chicho ( Francisco Eugênio Azzini ) que mantinha uma coluna intitulada Radio Jornal Mairinque, onde também participavam o Nélson Bertolini, que escrevia matérias esportivas, o Arganauto Ortolani, que falava de teatro e música e Luiz Sodré e Chiquinho Bertolini que abordavam temas relacionados ao então Distrito.

Sabendo que a Ângela Maria faria um show em Mairinque, Chicho propôs à direção da Rádio Cacique a transmissão daquele show ao vivo, algo muito complicado naquela época devido às dificuldades de transmissão, via telefone, de um programa gravado em externa.

Para se ter uma ideia das dificuldades”, explicava Chicho, “ se fosse utilizar o telefone, a linha ficaria inutilizada durante toda a transmissão para receber ou enviar mensagens, e no caso estaríamos utilizando o telefone do clube num sábado à noite pois o show da Ângela Maria estava programado para acontecer no salão da entidade”.

Outra dificuldade era o custo do evento, que acabou sendo patrocinado pela Padaria Zaparolli, Café Araguaia e o Bar dos Irmãos Siedler. Tudo isso equacionado e com o aval da Rádio, Chicho entrou em contato com a Telefônica, com os organizadores do show e passou a produzir o programa, que teve a transmissão do Moacir Martins, o Moacirzinho como era conhecido.

Foi a primeira transmissão da Rádio Cacique fora do estúdio”, dizia o Chicho, que ainda detalhava como foi a chegada da cantora Ângela Maria em nossa cidade. “ Chegando à Mairinque ela foi recepcionada na casa do João Chesine onde ficou até o início do show, que foi aberto com a participação de músicos locais e o show foi uma maravilha com a transmissão também fazendo muito sucesso, tendo quase cem por cento de audiência”.

Chicho ainda dizia: “ Como o pai da Ângela Maria era candidato a deputado federal pelo Partido Comunista, comentava-se na época que ela usava estes shows para fazer campanha eleitoral para o pai, mas aqui em Mairinque ela veio, fez o show, cantou pra caramba e em nenhum momento tocou no assunto da política”.

Trecho extraído do livro “ Chicho, a voz do rádio” editado pelo Centro de Documentação e Memória Mairinque em 2004

Como se manifestou o interesse pela participação no CASM?

No início dos anos 1950, a Rádio Cacique, de São Roque, dirigida por Argeu Villaça Filho e com o slogan “a mais alta voz do Sul Paulista”, contava com diversos colaboradores que escreviam sobre temas variados do cotidiano e da cultura local. Entre eles estava Francisco Eugênio Azzini, conhecido como Chicho, que mantinha uma coluna chamada Radio Jornal Mairinque. Outros colaboradores incluíam:

  • Nélson Bertolini, responsável por matérias esportivas;
  • Arganauto Ortolani, que abordava teatro e música;
  • Luiz Sodré e Chiquinho Bertolini, que tratavam de assuntos do distrito.

Foi nesse contexto que surgiu a oportunidade de trazer a cantora Ângela Maria para Mairinque. Chicho propôs à direção da Rádio Cacique a transmissão ao vivo do show da cantora, algo extremamente desafiador para a época. Transmitir um programa gravado em externa via telefone era complicado, pois:

“Se fosse utilizar o telefone, a linha ficaria inutilizada durante toda a transmissão para receber ou enviar mensagens, e no caso estaríamos utilizando o telefone do clube num sábado à noite, pois o show da Ângela Maria estava programado para acontecer no salão da entidade”, explicou Chicho.

Outro desafio era o custo do evento, que acabou sendo patrocinado por estabelecimentos locais: Padaria Zaparolli, Café Araguaia e Bar dos Irmãos Siedler.

Com todos os detalhes acertados e o aval da Rádio, Chicho coordenou a produção do programa, entrando em contato com a Telefônica e os organizadores do show. A transmissão foi realizada por Moacir Martins (Moacirzinho). Segundo Chicho:

“Foi a primeira transmissão da Rádio Cacique fora do estúdio.”

Quanto à chegada de Ângela Maria em Mairinque, Chicho detalha:

“Chegando à cidade, ela foi recepcionada na casa do João Chesine, onde permaneceu até o início do show. A apresentação começou com músicos locais e foi um sucesso, com quase cem por cento de audiência.”

Chicho também comentou sobre rumores políticos relacionados à artista:

“O pai da Ângela Maria era candidato a deputado federal pelo Partido Comunista, e comentava-se que ela usava esses shows para campanha eleitoral. Mas aqui em Mairinque, ela veio, fez o show, cantou pra caramba e em nenhum momento tocou no assunto político.”

Trecho extraído do livro “Chicho, a voz do rádio”, editado pelo Centro de Documentação e Memória de Mairinque, 2004.