ELI APARECIDO DE SOUZA
Eli – Uma vida dedicada ao futebol e ao CASM
Nascido em São Vicente/SP em 08 de outubro de 1953, Eli foi Assessor da Presidência do Clube em 1991.
Em toda a sua trajetória como jogador, defendeu apenas uma camisa: a do Atlético.
a) Os campinhos da cidade que marcaram sua infância
Eli: Joguei em praticamente todos os campinhos e guardo muitas saudades. Lembro-me do Campo do Águias Negras, em frente ao CASM; do campinho do Horto; do campo do Jéca; do Jurinha; e do campo do Seu Claro, uma das pessoas mais maravilhosas que conheci. Também do Campo da Raia, Ferroviária, Venditti, Bandeirantes, Lagoinha, Vardinho, Cobrasil e, claro, da primeira quadra de futebol de salão coberta de Mairinque, instalada na antiga sede do CASM, onde hoje funciona uma igreja.
b) O início da participação nos clubes locais
Eli: Meu interesse não foi diferente do de muitos jovens da época. Primeiro vem o convite, depois a vontade de ajudar no destino dos clubes. Quando percebemos, já estamos envolvidos até o pescoço. Foi assim comigo, e não me arrependo de até hoje fazer parte de diretorias.
c) A forte ligação com o CASM
Eli: Minha relação com o Tricolor é profunda. Joguei vinte anos seguidos no juvenil e no amador. Se contar o tempo no Veteranos, já são 37 anos de história.
No início dos anos 1990, fui convidado a concorrer a um cargo no Conselho Deliberativo. Hesitei, pois tinha medo de perder.
d) Sobre não gostar de perder
Eli: O medo de perder pode tirar a vontade de ganhar. Acabei aceitando o desafio e, para minha surpresa, fui eleito — se não me engano, entre os quatro mais votados.
Mas frustrei os eleitores: como as reuniões eram aos domingos, coincidindo com os jogos dos Veteranos, deixei de comparecer e fui eliminado por faltas logo no primeiro ano.
Em 1994, tentei novamente. Não fui eleito, mas fiquei na suplência e, assim que surgiu uma vaga, assumi. Desde então, nunca mais saí do Conselho, onde fui secretário por sete anos consecutivos.
Também no CASM atuei como Assessor da Presidência (1991) e Diretor Patrimonial (1992).
e) Um atleta polivalente
Eli: Sempre tive facilidade para esportes. Meu grande amor é o futebol, mas também sou apaixonado por tênis de mesa e, em terceiro lugar, pela patinação — paixão que nasceu entre 1968 e 1969, na pista montada na sede do CASM.
f) Escalando sua seleção dos sonhos
Eli: Correndo o risco de ser injusto, minha seleção seria:
- Goleiro: Lu (saudoso)
- Lateral direito: Serginho
- Zagueiros: Amaral e Bid
- Lateral esquerdo: Carístia
- Meio-campo: Zé Mandioca, Rogério Wiesbick, Renê Zoppa e Zeca
- Centroavante: Ricardo Lima
- Ponta esquerda: Galileu Santana (Balu)
g) Os melhores que viu jogar em Mairinque
Eli: Destaco dois.
Primeiro, Alcebíades José das Chagas — para mim, o melhor quarto-zagueiro do futebol amador e, ao mesmo tempo, o melhor jogador de futebol de salão que vi em Mairinque.
Segundo, Galileu Santana (Balu) — ponta esquerda à moda antiga, verdadeiro malabarista da bola.
Fonte: Entrevista publicada no livro Vivendo e Aprendendo, editado pelo Centro de Documentação e Memória Mairinquense, março de 2004.
