O CONCEITO FAMÍLIA NA HISTÓRIA DO CASM

O dia foi 30.06.2002 . Uma data que ficaria marcada para a posteridade com os dois gols que consagraram Ronaldo Fenômeno e o Brasil como pentacampeões mundiais. Daquele jogo contra a Alemanha, a cena eternizada foi o “ eu te amo” de Cafu ao subir ao púlpito e erguer a taça. No entanto, aquela partida foi a apoteose de uma geração que chegou bastante desacreditada à Coreia do Sul e Japão e com união e harmonia, sem vaidades, conquistou o mundo. Desde então e para todo sempre, aquele grupo passou a ser conhecido como a Família Scolari.

E na história do futebol mairinquense, mais precisamente na história do Atlético, nome por qual os antigos torcedores se referiam a equipe local, há o registro de inúmeras famílias que dignificaram a a trajetória do Clube nesses oitenta e cinco anos.

Desde muito tempo, ainda no Time do Jurinha, conhecido como Estrada( anos 1960) jogavam juntos os irmãos, Jurinha e Neizinho; Zé Pretinho e seu irmão, o Paulo;, o Aldomaro e seus irmãos Valtinho e Cícero, e os irmãos Pedro, Zizo, Wilson e Sérgio. Na equipe do União, havia a presença dos irmãos Nardinho e Vardinho, assim como os irmãos Manão Berto e Manão Zéca. Em todos os times treinados pelo Bié, foram inúmeras as famílias que tiveram representantes jogando pelas equipes, as vezes com dois ou até três irmãos jogando juntos em equipes diferenciadas apenas pela idade daqueles jovens atletas.

Chegando à história do CASM a trajetória do Clube nesses oitenta e cinco anos também é pródiga e de forma aleatória, sem a necessidade de precisarmos datas e épocas, podemos recordar dos irmãos Roque Felício, Saúva e Ditinho, que, acompanhados do Ninão, pertenciam a uma mesma família. Do Jair, que participou da campanha em que o Clube disputou a terceira divisão de futebol, talvez seja mais fácil lembrar, mas também jogaram pelo clube os seus irmãos, Dolão, Paulo Pule e o Gura; ainda lembrando daquela época áurea do Clube, quando jogaram na mesma equipe o Clóvis e o Zeca, também os irmãos Chico e Pirraio vestiram um dia a camisa tricolor.

Mais recentemente, os irmãos Paulo, Carlos e Mauricio Valente, acompanhados do Nélsinho, formaram um núcleo familiar de esportistas atleticanos. Sem forçar muito a memória, tivemos jogando juntos os irmãos Brasilíde e Alcebíades Chagas, um lateral esquerdo, outro lateral direito, e pai do também Alcebíades ( Bid) atleta que representou o Clube em todas as categorias; Encontramos também a citação dos nomes dos irmãos Benedito (Tide) e Irineu Pecorali, e dos também jogadores Jorge Pecorali e o Tatú, seus filhos; dos irmãos Tibagi e Nido, acompanhados do primo Renê; Na família Sodré, de grande tradição atleticana, além do nome do Elias Sodré, em cuja residência o Clube foi formado, há o nome de seus filhos, Luiz Carlos, Carlos e Raul, técnicos e atletas, que foram também representados por seus filhos, Carlinhos e Celso, (filhos do Carlos) e Elias, filho do Raul na militância esportiva. Lembro ainda dos meus cunhados, Serginho e Celso.

Buscando pela memória, ainda conseguimos lembrar dos irmãos Renato e Tilo, jogando pela Ferroviária, o Chicão e o Jair, jogando pelo CASM, o goleiro Lu e seu irmão Cássio, o Valter e o Ari Saracura, o Rato e o Lacy Câmara, os irmãos Machado e Machadinho, Aranha e Aranhinha, Lixão e Lixãozinho, mas é inegável que existem outros nomes, mas com o advento da criação desse Memorial do Casm agora existe a possibilidade da inclusão, de forma gradativa, de outros casos parecidos que forem surgindo. Afinal, o processo de recuperação do nosso passado futebolístico agora renasce com essa iniciativa da Diretoria.

Pelica

foto: Paulo César e seu pai