PAULO CESAR VALENTE (Paulo Valente)

Entrevista com Paulo – Técnico e Jogador do CASM

Nascimento: 11/01/1968, Nova Andradina/MS
Período como técnico do CASM: 1988 a 1990


a) Como foi a sua infância em Mairinque?

Paulo:
“Eu morava numa casa em frente ao campo do CASM e passava a maior parte do tempo num campinho de terra próximo à arquibancada, junto com meus irmãos e alguns amigos que também moravam na mesma rua.”


b) Quando você começou a jogar futebol e lembra-se de alguns colegas?

Paulo:
“Meu primeiro treino foi no time do Bié, no campo da Takara Belmont, quando eu tinha 8 anos. Lembro-me claramente do Bal, do Vicente e do Lixãozinho.”


c) Seus irmãos também jogaram. Vocês chegaram a jogar juntos?

Paulo:
“Meu irmão Valente é dois anos mais velho, então quase sempre estávamos em faixas etárias diferentes. Uma vez, quando o Vanil era técnico e auxiliado pelo Mané, entramos juntos no campo. Além disso, trabalhei como auxiliar de árbitro em partidas em que Valente e Lila jogavam pelo CASM.”


d) Você mencionou Bié, Vanil e Mané. Como era seu relacionamento com eles?

Paulo:
“Esses nomes não podem jamais ser esquecidos pelo povo mairinquense. Três gerações de garotos foram encaminhadas ao esporte graças à dedicação deles. Incluo também Benedito Dias, o Pica, nessa lista de importantes formadores.”


e) Com quem você conviveu mais tempo?

Paulo:
“Convivi muito com o Bié, por cerca de três ou quatro anos. Frequentava sua casa, ajudava a separar as camisas e até empurrava os carrinhos que ele usava para transportar o material aos treinos. Era uma pessoa maravilhosa.”


f) Quais equipes você defendeu como jogador?

Paulo:
“Joguei praticamente em duas equipes: o CASM e a Ferplast. Precisei encerrar a carreira cedo devido a um problema no joelho.”


g) Você também foi técnico do CASM?

Paulo:
“Entre 1988 e 1990 fui técnico da equipe juvenil do CASM. Era difícil passar um sábado ou domingo em casa, sempre orientando treinos e comandando jogos. Lançamos jogadores como Xandú, Mickey, Kuke, Mazinho e Mineirinho. Cheguei a ficar 35 partidas invicto com essa equipe.”


h) E Mairinque tinha muitas equipes fortes na época?

Paulo:
“Sim, cada partida era um grande desafio. Nosso time era impressionante, aguerrido, com muita raça e jogadores excepcionais. Tenho muitas saudades desse período. Dirigia dois times, Juvenil A e B, formando jogadores do Infantil para ingressarem no Amador. Esse ciclo representou uma etapa importante na tradição das equipes de base do CASM.”


Observação: Parte desta entrevista foi publicada no livro “Vivendo e Aprendendo”, editado pelo Centro de Documentação e Memória de Mairinque, março de 2004.