ROBERTO VICENTE ANTUNES (FARAÓ)

Faraó – Roberto Vicente Antunes, ex-presidente do CASM

Nascimento: 19/07/1949, São Paulo/SP
Atuação: Presidente do CASM em 1999, atleta de diversas categorias, vice-presidente, diretor de esportes


a) Como surgiu seu interesse pelo futebol?

Faraó:
“Quando éramos crianças, havia muitos espaços para brincar, mas a herança cultural brasileira fazia o jogo de bola ser o mais acessível. Participava dos jogos nos campinhos da cidade com amigos como Kim, Dau, Gaé e Gerson, que moravam na mesma rua, perto do Altina. Dessas brincadeiras surgiram times de futebol, e logo estávamos jogando na rua em frente ao campo do CASM com o pessoal que continua junto até hoje.”


b) Fale um pouco dos times de futebol daquela época

Faraó:
“Havia quatro times fortes: Estrada, Unidos, Palmeirinhas e Águias Negras. O Claudinei Garbim organizava os campeonatos. Com o tempo, as outras equipes desapareceram porque todos os jogadores queriam jogar pelo Águias Negras, que era o mais estruturado.”


c) Foi quando você começou a jogar no CASM?

Faraó:
“Exatamente! Todo o pessoal do Águias Negras, time do Bié, que jogava na Rua Elias Sodré, foi convidado para jogar pelo CASM. Entramos no infantil, comandado por Carlos Sodré, depois substituído por Raul Sodré devido a doença.”


d) E você nunca mais saiu do CASM?

Faraó:
“Comecei no infantil, passei pelo juvenil, amador, veteranos e agora participo do Masters. Tive a honra de ser presidente do Clube. Também destaco o treinador Ildefonso Ciaramello, que nos acompanhou por muitos anos.”


e) Nessa época o CASM só tinha craques no time?

Faraó:
“O CASM sempre foi destaque, conhecido como ‘Fantasma da Sorocabana’. Quando passamos para o juvenil, convidamos atletas como Roque Pecorali, Neninho, Nana e Nardinho, reforçando ainda mais o time.”


f) Quando a diretoria resolveu acabar com o campo, o que vocês fizeram?

Faraó:
“Formamos um time de futebol de salão, às vezes chamado CASM, outras Águias Negras, mantendo praticamente a mesma formação e conquistando muitos títulos, sempre com Ildefonso como técnico.”


g) Quem jogava?

Faraó:
“O time principal era Milton Seco, Bonino, Plínio, Merica e Bid. Para mim, um dos melhores times que vi jogar.”


h) Como surgiu o interesse para participar das Diretorias?

Faraó:
“Grande mérito do Raul Sodré, que nos conscientizava sobre a importância de acompanhar e fazer parte da direção do Clube. Ele dizia que precisávamos conhecer Estatutos e regimentos para garantir estrutura à área esportiva.”


i) Como se realizou esta participação efetiva?

Faraó:
“Eu já era diretor de esportes, Bid também participava da diretoria, mas o incentivo veio do Leitão, que me convidou para vice-presidente. Quando ele se afastou para concorrer à prefeitura, assumi a presidência, com apoio dos amigos Bid, Merica e Manão.”


j) No salão também há muitas histórias…

Faraó:
“Em 1970, classificamo-nos em quarto lugar no Cruzeirão em Sorocaba, perdendo para a Seleção de Itu por 2×1, num jogo em que Milton Sêco quase fez chover de tanto jogar.”


k) Milton Sêco deixou a lua de mel para jogar?

Faraó:
“Exatamente! Ele havia se casado e viajado em lua de mel, mas voltou para disputar as partidas que nos classificaram para as finais.”


l) Conte a história do jogo contra a Ponte Preta em Campinas

Faraó:
“Jogava pelo infantil do CASM. Fomos convidados para enfrentar o juvenil do Estrada em Sorocaba, preliminar de Estrada x Ponte Preta. Depois, fomos jogar em Campinas.”


m) E como foi o jogo em Campinas?

Faraó:
“Chegamos animados, enfrentando um juvenil formado por Valdir Peres, Nelsinho, Teodoro, Jair Picerni, Oscar, Polozzi, Dica e Tuta, futuros profissionais. Perdemos por 4×1, mas não desanimamos, pois todos esses jogadores depois foram contratados por grandes equipes e alguns chegaram à Seleção Brasileira.”


n) Qual era a retaguarda do CASM na época?

Faraó:
“Não posso esquecer nomes como Ildefonso Ciaramello, Raul Sodré, Jaburu, Toscano, Dito Gordo e Otelo Rocchi, que tinham verdadeira paixão pelo Clube e nos estimulavam.”


o) Você participou da inauguração de quadras esportivas?

Faraó:
“Sim, participei da inauguração de uma quadra na Fepema, com jogo contra a equipe Milan de Sorocaba. Também jogamos na quadra feita dentro do salão de bailes, quando Mairinque ficou sem espaços físicos para jogar, mantendo o CASM ativo.”


Resumo: Faraó atuou como atleta em todas as categorias do CASM, foi diretor, vice-presidente e presidente do clube, ajudando na organização esportiva, na manutenção da tradição e na formação de novas gerações de jogadores, mantendo viva a história do futebol mairinquense.