SAÚVA E DITINHO
Quem seria capaz de dizer seus nomes próprios se a história se encarregou de batizá-los simplesmente de Saúva e Ditinho, irmãos de verdade que fizeram, – e ainda fazem – parte da nossa história futebolística.
Saúva e Ditinho, este já mais idoso, com 64 anos de idade, – tem ainda a energia de um menino- ainda participam da equipe de Veteraníssimos do CASM, praticamente único clube em suas vidas, já que sempre tiveram a honra de vestir a camisa do Tricolor.
Saúva e Ditinho!
Saúva mais introspectivo, tímido, sempre calado. Ditinho mais risonho, mais “dado” como se dizia antigamente, devido ao seu porte físico franzino era sempre alvo de brincadeiras dos companheiros, que insistiam em dizer que ele deveria jogar pelo infantil.
Boas pessoas, criaturas humanas sensacionais, formavam com o irmão já falecido, Roque Felício, um trio de irmãos jogadores, atletas irmãos que amavam e valorizavam o futebol arte.
Ditinho e Saúva, uma parte do futebol que insistia em alegrar a torcida em troca apenas de uma oportunidade, de um momento só de reencontro com os amigos e com o gramado de um clube qualquer.
Saúva e Ditinho representaram, com sua amizade e fraternidade, o símbolo de uma época onde o esporte transformava todos numa só família. Representaram um período em que jogar bola era mais que um passatempo, era um encontro de amigos para se tornarem irmãos.
Saúva e Ditinho, mostravam que o físico nada significa quando a mente é saudável e o espírito é jovem. Ditinho e Saúva mostravam que a idade nada significa quando existe motivação.
Saúva e Ditinho foram exemplos de glórias do nosso futebol de veteranos.
Pelica
junho/1991
