MÁRCIO GILBERTO FABRI GARCIA

Participação na Vida do CASM – Entrevista com Márcio

Histórico de atuação:

  • Membro do Conselho Deliberativo: 1979, 1980 e 1981
  • Membro da Diretoria do CASM: 1980, 1981, 1992 e 1993

a) Como teve início sua participação no CASM?

Márcio:
“No ano de 1978, meu pai já havia participado da Diretoria do Clube, integrando o Conselho Fiscal e sendo eleito para o Conselho Deliberativo para o triênio 79/80/81. Foi nesse contexto que, juntos, passamos a fazer parte do grupo diretivo do CASM.”


b) Houve outro motivo que o levou a participar da diretoria?

Márcio:
“A participação do meu pai foi importante, mas havia também o contexto da política local, marcada pelo polarismo entre Arena e MDB. Eu fazia parte de um grupo de jovens interessado em mudanças e fui convidado por pessoas experientes, como Pangué, Jaburú e Waldemar Pereira, para integrar a Diretoria.”


c) O CASM atraía a atenção da cidade naquela época?

Márcio:
“Em 1974, o prefeito João Chesine, que também era Conselheiro do Clube, já havia manifestado interesse em comprar o imóvel da sede e doar a praça de esportes, então pertencente ao município, ao Clube.”


d) Havia discussões sobre a demolição da sede?

Márcio:
“Com muitas dúvidas políticas, no final do ano, Gibe (Wilson Aquiles Ressuti) e Pangué (Paulo Assine Junior) foram eleitos presidente e vice. O Conselho Fiscal passou a contar com Edú Porto Mendes, Élio Francisco Merguizo e Pelica (João Roberto Pinto Figueiredo). Em 1975, Gibe apresentou um projeto de reforma da sede, condicionado à autorização da Fepasa para venda do imóvel.”


e) Convite ao arquiteto Satoshi Ue

Márcio:
“A Fepasa autorizou a reforma. Eu estudava no Mackenzie e, através de Tadashi Katayama, fomos apresentados ao Satoshi, que aceitou criar o projeto sem cobrar nada. Ele ainda trouxe o amigo Vitor Mabe, filho do artista Manabu Mabe. O projeto incluiu reforma total do imóvel e alterações na fachada, que foi concluída com sucesso.”


f) O envolvimento político se mostrou correto?

Márcio:
“Sim. Ainda em 1975, Waldemar Pereira, vereador, aprovou a doação do terreno do campo de futebol ao Clube. Em 1976, Pangué foi eleito presidente com Jaburú como vice. Em 1977, Gibe voltou à presidência, agora com Bid como vice e diretores patrimoniais Jaburú, Pangué, Otello Rocchi, Dito Gordo e Oscar Angelini.”


g) Projeto arquitetônico da nova sede social

Márcio:
“Em janeiro de 1977, Pangué explicou aos conselheiros que o objetivo principal da diretoria era construir a praça de esportes do CASM. Em junho, o Conselho aprovou a construção de piscinas. Em setembro, surgiu a oportunidade de comprar o prédio da sede social, autorizada quase no final de dezembro.”


h) Repercussão do projeto

Márcio:
“A construção das piscinas exigiu reposicionar o campo de futebol e quebrar a arquibancada de concreto, gerando controvérsias. O projeto era amplo, incluindo ginásio coberto, nova sede social e piscinas cobertas, planejado para longo prazo. A equipe do Satoshi cuidou de toda a parte estrutural, com minha participação direta.”


i) Participação dos pais nas obras

Márcio:
“Como a receita do Clube era limitada, meus pais assumiram o pagamento dos funcionários, que recebiam na loja deles todos os finais de semana.”


j) Visão progressista e melhorias para Mairinque

Márcio:
“Naquela época, Mairinque era uma cidade próspera: duas cooperativas de consumo, salários ferroviários interessantes, trem de luxo parando na estação local, cinema de referência, festas grandiosas e excelente educação. Criar um Clube moderno estava inserido nesse contexto.”


k) Valeu a pena?

Márcio:
“Com certeza. Apesar das modificações no projeto inicial, fiquei satisfeito em ver os jovens participando da diretoria. Meu objetivo era deixar um legado e, hoje, ele está aí, motivo de orgulho para toda a sociedade mairinquense.”