PAULO CÉSAR MENDONÇA MARTINS
Histórico de atuação:
- Membro das Diretorias a partir de 1979
- Membro da Conselho Deliberativo desde 1991 – ocupando o cargo por mais de 30 anos como Conselheiro Deliberativo –
Depoimento
Iniciando minha pequena história de vivência no CASM, devo dizer que sou do tempo em que o clube ainda se chamava Clube Atlético Mayrink- CAM. Com 12 anos de idade ( 1959) eu jogava futebol no infanto juvenil, depois juvenil, sob os treinamentos dos senhores Carlos e Raul Sodré e me lembro dos jogos brigados com o time do Paulistano, de São Roque e alguns com os times de Ibiúna.
Aos 16 anos eu passei a me dedicar ao basquete, quando jogavam Caito, Laci, Silvestre, Artur Vasquez, Eduardo Lelis, Oscar, Gibe, Zé Carlão, Zezé, Pica e outros, sendo meu mestre o inesquecível Rubens Merguizo. A quadra era onde hoje é a cantina e os banheiros, bem próximo à divisa com o Asilo. O piso da quadra era muito áspero, sendo que num determinado ano, nós, os jogadores, reformamos com nossas próprias mãos o mesmo. Os vestiários também eram precários.
Cheguei a disputar alguns jogos regionais e um Jogos Abertos, representando a cidade de Mairinque.
Fiz parte da diretoria algumas vezes, quando o Zito foi presidente e também o Pangué. Nossas reuniões eram na sede na Rua Júlio Prestes onde hoje é a sede da Igreja Universal. Ali foram feitos os bailinhos do clube como os bailes mais importantes da cidade durante muitos anos.
Em 1989 tínhamos uma turma de amigos que nos reuníamos as quartas feiras numa casa do Pelica onde morava o Airton Cano, no Residencial Parque. Havia um jantar e conversávamos muito. O grupo era muito heterogêneo, em torno de vinte, trinta, amigos. Foi daí que resolvemos nos candidatar ao Conselho Deliberativo do CASM e da SRM, quando foram eleitos 16 membros da nossa turma.
O presidente na época era o Júlio Capitão. Tínhamos em mente moralizar a administração do Clube, tendo em vista as más administrações, corrupções, desvios de renda, etc, ressaltando que o Júlio Capitão era íntegro.
Após o Júlio Capitão tivemos bons presidentes e um Conselho Deliberativo bastante atuante. As construções no clube já haviam sido iniciadas na época do Pangué e do Wilson Ressuti e o Clube iniciava uma nova fase. Começaram os Bailes Tropicais que eram os maiores da região e que teve, num determinado ano, 2.200 pessoas frequentando-o. Por iniciativa do Júlio Capitão acostumou-se durante os bailes, lá pela madrugada, a queima de fogos de artifício. Eram muito comemorados. Nos anos futuros o destaque era a decoração, que, durante os bailes, chamava muito a atenção.
Entre 1990 e 1992 foi elaborada a reforma do Estatuto Social, quando foi formada uma Comissão composta por mim, Francisco de Lellis, Luiz Carlos de Almeida, entre outros, executamos essa missão. Em 1992 iniciou-se a elaboração de um projeto que há muito era pretendido pelo clube: a mudança do local do campo de futebol. Foram iniciadas as obras, prolongando-se pelo ano de 1993 ou mais. Nesse ano tomou posse como presidente do CASM o Taufic Elias Fandi que na época era presidente do Conselho Deliberativo. Eu, como vice-presidente do Conselho assumi a presidência, permanecendo como seu presidente até o ano de 2018, completando 25 asnos de gestão ininterrupta do Conselho Deliberativo.
Em 2002 começamos a alteração do novo Estatuto social por força da mudança da Lei 10.046 que alterava o Código Civil Brasileiro. Ficamos alguns anos gerindo o clube pelo estatuto antigo, em aquiescência dos candidatos que se elegiam presidentes da diretoria, até a data em que a lei foi finalmente sancionada. Chama a atenção o fato de que as eleições da diretoria eram disputadíssimas, chegando-se ao fato de termos uma eleição anulada por ordem do Ministério Público por não estarmos com o estatuto em dia, o que foi prontamente atendido.
O CASM atravessou um período de franco desenvolvimento em mudanças administrativas, estruturais e obras, período em que as eleições internas eram muito disputadas e mesmo assim tivemos um período de aproximadamente 10 anos onde a direção do clube ficou variando entre o sócio Ózio Luiz Chelles e Rubens Merguizo Filho.
Nesse período houve uma transformação acentuada nas dependências da sede social, quando foi construído o salão social, quadras de tênis, lanchonete, secretaria, quiosques, quadra poliesportiva, campo de futebol de areia, piscina aquecida e outras mudanças.
Não sei precisar o ano correto, mas vale frisar que nos anos novena o CASM dispôs de sua sede social antiga da rua Júlio Prestes, alugando-a à Igreja Universal, vindo a desfrutar de um bom aluguel do prédio, onde a Igreja permanece até hoje.
Sinto-me honrado de ter exercido o cargo de presidente do Conselho Deliberativo no decorrer desse longo período, mas consciente de ter procurando e conseguido exercer da melhor maneira possível, dentro de um espírito de fraternidade, despojado de qualquer interesse particular a não ser trabalhar para o engrandecimento do clube do meu coração. Em 2018, completando 25 de gestão, tive a felicidade de encabeçar uma campanha pelos meios informatizados, conscientizando os associados a participarem mais do clube, chamando os mais jovens a participarem das eleições, também da diretoria e do conselho deliberativo.
Enalteci a necessidade dos mesmos não se deixarem envolver em politicagem, que isso só vinha a prejudicar o clube. Conclamei ao engajamento dos associados visando uma renovação, não só do conselho como também da diretoria e de uma nova filosofia de trabalho, desapegando-se de interesses particulares e de revanchismo político.
Parece que deu certo! Foi com grande satisfação ter alcançado nas eleições do Conselho Deliberativo de 2018 o número inédito de 200 sócios votantes. Com isso encerre minha participação como dirigente, com consciência de ter contribuído satisfatoriamente com a evolução e engrandecimento do Clube Atlético Sorocabana de Mairinque do meu coração, e ainda recebendo honradamente o título de sócio benemérito por serviços prestados.
Paulo César Mendonça Martins
