A TRANSIÇÃO DO ÁGUIAS NEGRAS PARA O CASM

A data, com certeza, poucos sabem, mas em uma entrevista dada ao Jornal MK Cidade, o Bié mencionou o dia 1º de março de 1962 como a estreia do time intitulado ÁGUIAS NEGRAS, justamente naquele campinho defronte a sede do CASM.

O também jogador daquela equipe, Plínio Vieira Garcia, retratou, em um poema, o encontro da equipe com aquele cidadão que se oferecia para ser técnico . “ E o Águias Negras, já formado, ganhou um novo aliado. E o grupo de garotos tímidos viveu projetos mais arrojados, atravessamos muitos patamares com o Bié ao nosso lado. Hoje felizes agradecemos no dia que merece ser lembrado”.

Como eles, os ÁGUIAS NEGRAS, existiam na cidade outros times de futebol, cada um utilizando um campinho diferente, daqueles vários que existiam espalhados pela cidade. No campinho existente defronte a Cooperativa de Consumo da Sorocabana, comandado pelo Jurinha, apelido de Jurandir da Silva Filho, jogava o time chamado Estrada; ao lado de onde está hoje a agência do Banco do Brasil, jogava o time do Unidos; na Ferroviária, o time do Palmeirinhas, comandado pelo Gambota; na Vila Sorocabana, próximo ao depósito de Locomotivas, tinha um outro campinho, onde jogava o filho do Claro, o Catola.

Se ele, ÁGUIAS NEGRAS, tinha como referência seus criadores, Bid, Quim, Merica, Plínio, Faraó e Airton, todas as outras equipes também tinham suas próprias referências. No PALMEIRINHAS jogavam, entre outros, o Gambota, Zé Maria, Vanil e o Serginho; no ESTRADA, além do Jurinha, jogavam também o Zé Pretinho, Nei, os gêmeos Zizo e Pedro, o Titão, Aldomaro e o Roque Pecorari, enquanto que defendiam o UNIÃO o Rubão, Nardinho e seu irmão Vardinho, o Burreira e os também irmãos Manão Berto e Manão Zéca.

O cidadão Claudinei Garbim, irmão do artista local, Mizael Garbim, propôs na época a realização de um torneio de futebol envolvendo as quatro equipes e elaborou-se uma espécie de regulamento, adotando-se o número de oito atletas por equipe e definindo-se como local da competição, o local até então utilizado pelo ÁGUIAS NEGRAS.

A data defendida pelo Bié, 01.03.1962 dá como data oficial do lançamento desta competição, e o nome escolhido pelo Garbim, foi Taça Jules Rimet, como referência à Copa do Mundo promovida pela FIFA, também realizada naquele ano de 1962.

Todos os times passaram a se reforçar e à equipe do ÁGUIAS NEGRAS vieram juntar-se, entre outros, o Manão, Nido, Bima, Dau, Jair ( Furinho) e o João Carlos. Houve então dois campeonatos naquele ano. O primeiro, vencido pelos ÁGUIAS NEGRAS, e o segundo também, realizado num campinho ao lado do campo oficial da FERROVIÁRIA, quando os atletas e organizadores do torneio levaram traves, adaptando o local. Nunca mas houve outro campeonato local.

Com o time reforçado e, em consequência disto, com as outras equipes enfraquecidas, o ÁGUIAS NEGRAS praticamente reinou absoluto por um bom período. Foi quando, sem adversários receberam um convite para ingressarem no CASM para comporem a equipe infantil do Clube, comandados primeiramente pelo técnico Carlos Sodré e depois pelo seu irmão, Raul Sodré. Depois do Infantil, passaram para o Juvenil, também sob o comando do Raul Sodré, que dirigiu a equipe nos anos de 1966, 1967 e 1968.

TEXTO REPAGINADO:

Poucos sabem a data exata, mas em entrevista ao Jornal MK Cidade, o Bié mencionou 1º de março de 1962 como a estreia do time chamado ÁGUIAS NEGRAS, justamente no campinho em frente à sede do CASM.

O também jogador da equipe, Plínio Vieira Garcia, registrou em um poema o momento em que o grupo encontrou o cidadão que se ofereceu para ser técnico:

“E o Águias Negras, já formado, ganhou um novo aliado.
E o grupo de garotos tímidos viveu projetos mais arrojados,
atravessamos muitos patamares com o Bié ao nosso lado.
Hoje, felizes, agradecemos no dia que merece ser lembrado.”

Naquela época, além dos ÁGUIAS NEGRAS, existiam outros times de futebol espalhados pela cidade, cada um com seu campinho.

  • No campinho em frente à Cooperativa de Consumo da Sorocabana, comandado pelo Jurinha (Jurandir da Silva Filho), jogava o time chamado Estrada.
  • Ao lado da atual agência do Banco do Brasil, atuava o time Unidos.
  • Na Ferroviária, jogava o time Palmeirinhas, comandado pelo Gambota.
  • Na Vila Sorocabana, próximo ao depósito de locomotivas, havia outro campinho onde jogava o Catola, filho do Claro.

Assim como os ÁGUIAS NEGRAS tinham seus criadores e referências — Bid, Quim, Merica, Plínio, Faraó e Airton —, as outras equipes também contavam com seus destaques:

  • No Palmeirinhas: Gambota, Zé Maria, Vanil e Serginho.
  • No Estrada: Jurinha, Zé Pretinho, Nei, os gêmeos Zizo e Pedro, Titão, Aldomaro e Roque Pecorari.
  • No Unidos: Rubão, Nardinho e Vardinho, Burreira, e os irmãos Manão Berto e Manão Zéca.

Foi então que Claudinei Garbim, irmão do artista local Mizael Garbim, propôs a realização de um torneio envolvendo os quatro times. Elaborou-se um regulamento, com oito atletas por equipe, e o local escolhido para a competição foi o campinho até então utilizado pelos ÁGUIAS NEGRAS.

A data oficial do torneio, defendida pelo Bié, foi 01/03/1962, e o nome escolhido por Garbim foi Taça Jules Rimet, em referência à Copa do Mundo promovida pela FIFA naquele mesmo ano.

Todos os times reforçaram suas equipes. No caso dos ÁGUIAS NEGRAS, juntaram-se jogadores como Manão, Nido, Bima, Dau, Jair (Furinho) e João Carlos.
Foram realizados dois campeonatos naquele ano:

  1. O primeiro, vencido pelos ÁGUIAS NEGRAS.
  2. O segundo, realizado em um campinho ao lado do campo oficial da Ferroviária, com traves improvisadas pelos atletas e organizadores. Depois disso, nenhum outro campeonato local foi realizado.

Com o time reforçado e as demais equipes enfraquecidas, os ÁGUIAS NEGRAS praticamente reinaram absolutos por um bom período.
Sem adversários, receberam convite para ingressar no CASM, compondo a equipe infantil do Clube, comandados inicialmente pelo técnico Carlos Sodré e, posteriormente, por Raul Sodré.
Após o Infantil, passaram para o Juvenil, sob a direção de Raul Sodré, que conduziu a equipe nos anos 1966, 1967 e 1968.