MÁGICOS DO FUTEBOL
O futebol de Mairinque sempre teve seus heróis, suas lendas e personagens que ficarão para sempre na história. Feliz de quem pode acompanhar a trajetória dos nossos clubes esportivos e conhecer a riqueza que significa o amor de um grupo de homens pelo futebol, pela arte de tocar a bola com maestria e ser reconhecido, não só na cidade, como também na região, como gênios.
Tempos felizes em que os treinos eram realizados todas as terças, quartas, quintas e sextas-feiras e que só jogavam nos domingos, aqueles em que o campo de futebol era a vitrine da sociedade, em que as famílias passavam o domingo torcendo, fazendo festa, aplaudindo e se emocionando com nossos atletas.
Felizes as pessoas que viveram aquela época onde a cor da camisa era mais significativa que o machado, a torção no tornozelo e o adversário, por mais temido que fosse, temia jogar contra Mairinque, contra o Atlético, que foi sempre o embaixador do município em todo o Estado.
Tempo bom aquele em que o Estado de São Paulo se curvava ao talento de um grupo de mágicos, pessoas habilidosas que tiravam de um jogo de futebol, o máximo de emoção, brilho e energia possível.
Tempo bom aquele em que o futebol ainda era jogado com arte e que a classe de um jogador era medida proporcionalmente pela quantidade de suor no final do jogo, ao tirar a sua própria camisa.
Mairinque tem obrigatoriamente que se curvar ao talento de um grupo de mágicos, pessoas hoje anônimas, que foram artistas principais em quase todos os domingos. Pessoas mágicas, exímias na arte do futebol, que souberam, como ninguém, proporcionar momentos felizes a uma torcida também constante.
Tempo bom em que existia torcida porque existia arte, existia futebol, existiam mágicos como AMAURY, CARLITO, ICO, ARY, EDSON, ZECA, BONASSI.
Mágicos, atletas excepcionais que receberam de Deus o talento de serem craques de bola. Mágicos do futebol.
Pelica
crônica escrita em novembro/1990.
Foto: Amaury, Carlito, Ico
